domingo, 31 de maio de 2015

Climas do Brasil


Entendendo o clima

O extenso território brasileiro, a diversidade de formas de relevo, a altitude e dinâmica das correntes e massas de ar, possibilitam uma grande diversidade de climas no Brasil. Atravessado na região norte pela Linha do Equador e ao sul pelo Trópico de Capricórnio, o Brasil está situado, na maior parte do território, nas zonas de latitudes baixas -chamadas de zona intertropical-  nas quais prevalecem os climas quentes e úmidos, com temperaturas médias em torno de 20 ºC.
 
A amplitude térmica - diferenças entre as temperaturas mínimas e máximas no decorrer do ano - é baixa, em outras palavras: a variação de temperatura no território brasileiro é pequena.
 
 
Os tipos de clima do Brasil 

Para classificar um clima, devemos considerar a temperatura, a umidade, as massas de ar, a pressão atmosférica, correntes marítimas e ventos, entre muitas outras características. A classificação mais utilizada para os diferentes tipos de clima do Brasil assemelha-se a criada pelo estudioso Arthur Strahler, que se baseia na origem, natureza e movimentação das correntes e massas de ar. 
 
 
De acordo com essa classificação, os tipos de clima do Brasil são os seguintes: 
 
Clima Subtropical: presente na região sul dos estados de São Paulo e Mato Grosso do Sul, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Caracteriza-se por verões quentes e úmidos e invernos frios e secos. Chove muito nos meses de novembro à março. O índice pluviométrico anual é de, aproximadamente, 2000 mm. As temperaturas médias ficam em torno de 20º C. Recebe influência, principalmente no inverno, das massas de ar frias vindas da Antártida.


Clima Semi-árido: presente, principalmente, no sertão nordestino, caracteriza-se pela baixa umidade e pouquíssima quantidade de chuvas. As temperaturas são altas durante quase todo o ano.


Clima Equatorial: encontra-se na região da Amazônia. As temperaturas são elevadas durante quase todo o ano. Chuvas em grande quantidade, com índice pluviométrico acima de 2500 mm anuais.


Clima Tropical: temperaturas elevadas (média anual por volta de 20°C), presença de umidade e índice de chuvas de médio a elevado.


Clima Tropical de altitude: ocorre principalmente nas regiões serranas do Espirito Santo, Rio de Janeiro e Serra da Mantiqueira. As temperatura médias variam de 15 a 21º C. As chuvas de verão são intensas e no inverno sofre a influência das massas de ar frias vindas pela Oceano Atlântico. Pode apresentar geadas no inverno.


Clima Tropical Atlântico (tropical úmido): presente, principalmente, nas regiões litorâneas do Sudeste, apresenta grande influência da umidade vinda do Oceano Atlântico. As temperaturas são elevadas no verão (podendo atingir até 40°C) e amenas no inverno (média de 20º C). Em função da umidade trazida pelo oceano, costuma chover muito nestas áreas.

terça-feira, 19 de maio de 2015

Conferências relacionadas ao meio ambiente

Protocolo de Kyoto

Este protocolo é um acordo internacional que visa a redução da emissão dos poluentes que aumentam o efeito estufa no planeta. Entrou em vigor em 16 fevereiro de 2005. O principal objetivo é que ocorra a diminuição da temperatura global nos próximos anos. Infelizmente os Estados Unidos, país que mais emite poluentes no mundo, não aceitou o acordo, pois afirmou que ele prejudicaria o desenvolvimento industrial do país.
 
Conferência de Bali 

Realizada entre os dias 3 e 14 de dezembro de 2007, na ilha de Bali (Indonésia), a Conferência da ONU sobre Mudança Climática terminou com um avanço positivo. Após 11 dias de debates e negociações. Os Estados Unidos concordaram com a posição defendida pelos países mais pobres. Foi estabelecido um cronograma de negociações e acordos para troca de informações sobre as mudanças climáticas, entre os 190 países participantes. As bases definidas substituirão o Protocolo de Kyoto, que vence em 2012.
 
Conferência de Copenhague - COP-15
 
A 15ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima foi realizada entre os dias 7 e 18 de dezembro de 2009, na cidade de Copenhague (Dinamarca). A Conferência Climática reuniu os líderes de centenas de países do mundo, com o objetivo de tomarem medidas para evitar as mudanças climáticas e o aquecimento global. A conferência terminou com um sentimento geral de fracasso, pois poucas medidas práticas foram tomadas. Isto ocorreu, pois houve conflitos de interesses entre os países ricos, principalmente Estados Unidos e União Europeia, e os que estão em processo de desenvolvimento (principalmente Brasil, Índia, China e África do Sul).
 
De última hora, um documento, sem valor jurídico, foi elaborado visando à redução de gases do efeito estufa em até 80% até o ano de 2050. Houve também a intenção de liberação de até 100 bilhões de dólares para serem investidos em meio ambiente, até o ano de 2020. Os países também deverão fazer medições de gases do efeito estufa a cada dois anos, emitindo relatórios para a comunidade internacional.
 
Derretimento de gelo nas calotas polares: uma das consequências do aquecimento global.
 

domingo, 17 de maio de 2015

Consequências do aquecimento global. Parte II

Dados alarmantes

- Em maio de 2013, a NOAA (Administração Oceânica e Atmosférica Nacional) divulgou um relatório mostrando que o planeta atingiu a maior concentração de dióxido de carbono da história. A concentração deste poluente, que é um dos principais causadores das mudanças climáticas e do aquecimento global, está com média diária de 400 ppm (partículas por milhão).
 
Em novembro de 2014, o IPCC divulgou o 5º Relatório sobre as Mudanças do Clima e o Aquecimento Global. Neste documento, orienta para a necessidade urgente de diminuição da emissão de dióxido de carbono, adoção de políticas de mitigação dos efeitos futuros e mudanças estruturais.
 
Efeitos do aquecimento global no Brasil:

De acordo com dados preliminares divulgados pelo IPCC (Intergovernamental Painel on Climate Change) em setembro de 2013, o clima brasileiro poderá sofrer os efeitos do aquecimento global até o final deste século. As regiões sul e sudeste poderão ter um aumento de até 0,5% na temperatura média até o final do século. Já as regiões centro-oeste, nordeste e norte poderão ter as temperaturas médias aumentadas em 1,5%. 

Estas projeções são para um cenário otimista, ou seja, com controle da emissão de gases do efeito estufa. Num cenário de grande aumento na emissão destes gases, a temperatura poderá se elevar mais do que o dobro em relação a estas projeções.
 
De acordo com estas projeções, poderá também ocorrer ser mais frequente a formação de ondas de calor nas regiões Nordeste e na Amazônia.

quinta-feira, 14 de maio de 2015

Consequências do aquecimento global 

- Aumento do nível dos oceanos: com o aumento da temperatura no mundo, está em curso o derretimento das calotas polares. Ao aumentar o nível da águas dos oceanos, podem ocorrer, futuramente, a submersão de muitas cidades litorâneas;

- Crescimento e surgimento de desertos: o aumento da temperatura provoca a morte de várias espécies animais e vegetais, desequilibrando vários ecossistemas. Somado ao desmatamento que vem ocorrendo, principalmente em florestas de países tropicais (Brasil, países africanos), a tendência é aumentar cada vez mais as regiões desérticas do planeta;

- Aumento de furacões, tufões e ciclones: o aumento da temperatura faz com que ocorra 
maior evaporação das águas dos oceanos, potencializando estes tipos de catástrofes climáticas;

- Ondas de calor: regiões de temperaturas amenas tem sofrido com as ondas de calor. No verão europeu, por exemplo, tem se verificado uma intensa onda de calor, provocando até mesmo mortes de idosos e crianças.

quarta-feira, 13 de maio de 2015

Aquecimento global

Todos os dias acompanhamos na televisão, nos jornais e revistas as catástrofes climáticas e as mudanças que estão ocorrendo, rapidamente, no clima mundial. Nunca se viu mudanças tão rápidas e com efeitos devastadores como tem ocorrido nos últimos anos.

A Europa tem sido castigada por ondas de calor de até 40 graus centígrados, ciclones atingem o Brasil (principalmente a costa sul e sudeste), o número de desertos aumenta a cada dia, fortes furacões causam mortes e destruição em várias regiões do planeta e as calotas polares estão derretendo (fator que pode ocasionar o avanço dos oceanos sobre cidades litorâneas). O que pode estar provocando tudo isso? Os cientistas são unânimes em afirmar que o aquecimento global está relacionado a todos estes acontecimentos.

Pesquisadores do clima mundial afirmam que este aquecimento global está ocorrendo em função do aumento da emissão de gases poluentes, principalmente, derivados da queima de combustíveis fósseis (gasolina, diesel, etc.), na atmosfera. Estes gases (ozônio, dióxido de carbono, metano, óxido nitroso e  monóxido de carbono) formam uma camada de poluentes, de difícil dispersão, causando o famoso efeito estufa. Este fenômeno ocorre, pois, estes gases absorvem grande parte da radiação infravermelha emitida pela Terra, dificultando a dispersão do calor.

O desmatamento e a queimada de florestas e matas também colabora para este processo. Os raios do Sol atingem o solo e irradiam calor na atmosfera. Como esta camada de poluentes dificulta a dispersão do calor, o resultado é o aumento da temperatura global. Embora este fenômeno ocorra de forma mais evidente nas grandes cidades, já se verifica suas consequências em nível global.   

terça-feira, 14 de abril de 2015

Biomas: Amazônia

AMAZÔNIA

Situada na região norte do país possui uma extensão de aproximadamente 7 mil quilômetros quadrados. Em função de sua grande extensão e a biodiversidade presente foi apelidada por alguns biólogos e doutores no assunto de o pulmão do mundo.

É uma floresta com diversidades de espécies além de suas arvores de grande porte e devido a sua proximidade entre elas acaba se tornando uma mata fechada. Além de todas essas qualidades o solo não é muito rico, pois possui apenas uma fina camada de nutrientes é formada pela decomposição de folhas e frutas.

Pelo fato de ser uma floresta onde as suas arvores são de grande porte e são próximas umas as outras a maioria das espécies vivem em cima das arvores. Como macacos, cobras, tucanos, entre outros.

Os rios que cortam a floresta amazônica são os rios da Amazônia e seus afluentes são repletos de diversas espécies de peixes.

A floresta amazônica é a maior de todo o mundo e ocupa grande parte do território brasileiro, além de estar presente em nove países diferentes. Ela é caracterizada por ser heterogenia, ou seja, tem uma grande e diversidade de espécies de diferentes tipos e modos.
A mata é perene permanecendo verde o ano todo não perdendo as suas folhas durante a estação do outono, apresenta uma densidade elevada devido ao número de espécies de arvores

Costuma-se classificar essa floresta conforme a proximidade dos cursos d’água. Dessa forma, existem três subtipos principais: mata de igapó, mata de várzea e mata de terra firme.

A mata de igapó se caracteriza por ficar muito próximos aos rios estando permanentemente inundada, apresenta plantas de pequeno porte comparado aos outros. Suas plantas possui troncos elevados que acompanham a “trajetória” da água
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Mata de várzea, assim como a mata de igapó a mata de várzea sofre com as inundações dos rios. É uma mata muito fechada com presenças de arvores altas e com galhos espinhosos que dificulta a entrada na mata.

Mata de terra firme, como o próprio nome já disse é uma mata onde encontramos longe do percurso da água, por isso não costuma ser alvo das inundações dos rios. Recobrindo a maior parte da floresta e apresentas arvores de grande porte, talvez as maiores da floresta (alcançando 60 metros).

Como deve-se imaginar a importância deste bioma para o brasil é imenso, não só para o brasil, mas para o resto do mundo. Sua importância está no controle da temperatura graças ao aumento da umidade, que é resultado da constante evapotranspiração da floresta, produzindo massas de ar úmido para todo o continente sul-americano, os chamados Rios Voadores.

Uns dos principais problemas enfrentados hoje é o contrabando de animais que é proibido e também o desmatamento desordenado desta mata. Algumas madeireiras instalam na região para retirar o máximo possível de madeiras que no mercado de moveis são raridades. Além dos fazendeiros que provocam queimadas para a sua produção agraria e o cultivo de soja.

Estes problemas preocupam os cientistas e ambientalistas do mundo, pois em pouco tempo, podem provocar um desequilíbrio no ecossistema da região e colocando em risco principalmente a floresta.

quinta-feira, 9 de abril de 2015

Biomas: Caatinga

CAATINGA

A caatinga podemos encontrar ao norte do pais, onde os índices pluviais são baixos. A sua vegetação é adaptada a este tipo de clima, portanto algumas espécies de vegetais são resistentes a falta de chuva. Devido ao seu sistema que no interior de seus caules armazenam água para passar o período sem chuva.

Além de ter uma enorme presença de arbustos com os seus galhos retorcidos e como raízes profundas. Os arbustos perdem totalmente suas folhas na época da seca para que não perca muita água durante esse período.

O seu solo é raso e pedregoso, é composto por vários tipos diferentes de rochas. As chuvas são cíclicas, ou seja, obedecem a ciclos, interferindo de maneira direta na vida da população. As chuvas ocorrem no meio do ano e o poder de recuperação do bioma é impressionante, surgem pequenas plantas e as arvores ficam cobertas delas.

De todas as maneiras já tentaram implantar alguma método de plantio naquela região, mas devido ao seu solo raso e a falta de chuva dificulta a vida do agricultor. A agricultura está presente naquela região com irrigação artificial, através de canais e açudes com a ajuda do rio São Francisco.

A fauna daquela é diversificada compostas por repteis e roedores, insetos, aracnídeos, cachorro-do-mato, arara-azul entre outros. A vegetação é adaptada ao clima são xerófitas resistem a falta de chuva, algumas das plantas presentes são capazes de produzir cera, fibra, óleo vegetal e, principalmente, frutas.

Devido a grande atividade agropecuária que é a maior daquele região, hoje encontramos o locas como um deserto. Pois esta atividade acaba matando todos os vegetais como a arbóreo.

Este bioma é exclusivo brasileiro não encontramos em nenhum outro lugar do mundo. A ação antrópica já destruiu quase sua cobertura total restando quase nada, cerca de 1% de sua área original está protegida.